Extranjeros y elecciones: ¿Alguna razón para participar?

En el Jornal do Algarve del dia 11/7 encontramos una publicación interesante acerca de los motivos que pueden llevar a una persona no nacida en Portugal, desear votar en las elecciones que se celebran en tierras lusas.  Describe al elector de esta naturaleza en términos muy benévolos. como Español, para comenzar, no me siento extranjero, porque siempre fui tratado como “un miembro de la familia” y no “como una visita”.  Y quizá ahí comienza el problema: conociendo el hermetismo de los grupos de personas que ocupan los cargos de poder ( y esto me recuerda un dicho del siglo XIX, “el hombre conquista a la mujer, pero es la mujer  quien decide el hombre que habrá de conquistarla”), sabiendo que sólo será posible acceder a la candidatura para ser elegido democráticamente si antes los detentores del auténtico poder han decidido que convendrá a sus intereses que esa persona ocupe el cargo en cuestión para, subsecuentemente, disponer de sus atribuciones y privilegios como pago por la maniobra que hizo posible la llegada al poder del candidato designado por “El Poder” y, consecuentemente, votado por el Pueblo, sin posibilidad de expresar su auténtica voluntad.

¿Y quien, en  este maremagnum  de vividores, charlatanes, mafiosos, delincuentes y manipuladores, puede tener interés en alcanzar el poder por la llamada “via democrática”? Me temo, que sólo un héroe, un Santo, un tonto, u otro individuo de la misma calaña que  aquellos que lo promocionan.

Y, ciertamente, la nacionalidad del candidato, rezuma unas miasmas de marketing barato, que casi prefiero lo malo conocido…

CARLOS ALBINO

CARLOS Albino  SMS

Os estrangeiros nossos vizinhos

 

Os estrangeiros com residência permanente no Algarve são muito mais que os 6.731 que se inscreveram como eleitores para estas autárquicas de setembro, mas esse número já é apreciável e há que ter em conta. E embora os estrangeiros inscritos nos cadernos eleitorais da região, na sua maior parte, possam eleger e ser eleitos, até agora não é conhecida qualquer candidatura a cargo local ou participação expressiva em lugar elegível nas listas. Ou seja: bastantes dos nossos vizinhos estrangeiros participam, por certo irão votar, mas não querem meter-se diretamente no barulho. E compreende-se porquê. A população estrangeira está muito dispersa pelo Algarve, na maior parte das freguesias confina-se em microcomunidades, e, por uma questão cultural, é uma população discreta e aversa à intrusão. Em todo o caso, contam e cada vez mais, até porque começa já a existir uma segunda geração nada e criada no Algarve, perfeitamente integrada e inserida.

 

É curioso verificar que é o concelho de Loulé aquele que apresenta o maior número de eleitores estrangeiros inscritos: 1.322 (831 cidadãos da UE e 491 de países extra-UE). Segue-se Albufeira, com 1.193 inscritos (451 da UE e 742 extra-UE). Depois Silves, com 687 (554 UE e 123 extra-UE); Tavira, 673 (609 UE, 64 extra); Lagos, 646 (616 UE, 30 extra); Portimão, 521 (292 UE, 229 extra), enfim, cá já em baixo Faro com 297 eleitores estrangeiros (134 da UE e 163 extra-UE).

 

Toda esta gente, nossa vizinha, é em número esmagador uma gente culta, conhecedora de como funciona ou deve funcionar a democracia, muitos com vivência e experiência dramática da história, quase todos tendo surpreendido Portugal já em democracia, têm muito para dar, com raras exceções falam português, muitos lêem e escrevem a língua de acolhimento, e todos usam o sorriso como linguagem universal de simpatia que é algo que entre nós, os nacionais, vai faltando porque dar os bons dias já quase desapareceu e dizer obrigado só muito bem pago.

 

Ora os nossos vizinhos estrangeiros, ao inscreverem-se nos cadernos eleitorais, querem dizer antes de tudo que estão presentes, que vivem os problemas, e que, embora com discrição, querem participar através do voto na escolha de soluções. A partir das câmaras e das juntas há olhar de maneira diferente do passado, para estes vizinhos com muitos dos quais só temos a aprender.

 

Flagrante soma: Faltam 80 dias para as eleições autárquicas. Infelizmente para alguns, talvez muitos, é a soma de 40 dias para enganar e de outros 40 dias para ser enganado
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